por Eder Rezende

No último sábado fizemos nosso primeiro passeio com nossas Royal Enfield! Eu com minha Interceptor Baker Express, Márcio com sua Classic Battle Green e Cláudio com sua Classic Black.
Na oportunidade, visitamos a Lanchonete Milhão localizada na Rodovia BR 262 – KM 388 – Florestal/MG.
Curtimos muito o passeio! Foi ótimo e conseguimos sentir o prazer de pilotar uma Royal Enfield.

 

por José Maurício

Algumas fotos dessa viagem de 8400 km pela Argentina e Chile em 2018. Como gosto de estrada de montanha, meu objetivo principal era conhecer três “pasos” da cordilheira pelos quais eu ainda não havia passado nas viagens anteriores. “Pasos” são as passagens entre as montanhas, geralmente onde construíram as estradas e controles de fronteira entre os países.

O asfaltamento do “Paso de Jama” em 2003, que dá acesso a San Pedro de Atacama facilitou e incentivou mais viagens de aventura na região norte da Argentina e Chile. Mas ainda existem várias passagens de terra, em locais bem ermos, visitadas por quem aprecia bons desafios!

Para esta viagem, meus objetivos eram:
Paso de Sico: Ainda todo de terra e localizado um pouco mais ao sul do Paso de Jama (asfaltado), é a opção aventureira para quem vai ao Atacama. Passa por vários parques nacionais e atinge 4500m de altitude.
Paso de Pircas Negras: este tem muito rípio ainda e dos bravos, é uma rota histórica para os dois países. Atinge 4100m de altitude.
Paso de San Francisco: considerado por muitos viajantes como tendo as mais belas paisagens de todos os “Pasos”. A rota atinge 4700m de altitude e passa próxima de três vulcões gigantescos. Hoje está 100% asfaltado no Chile e Argentina, mas em 2018 o Chile era só terra, areia e pedra.

A Royal Enfield Bullet 500 se comportou bem durante toda a viagem, em especial nas grandes altitudes, onde ela foi realmente surpreendente perdendo pouquíssima potência no ar rarefeito. Um dos marcos desta viagem foi a passada por ABRA DEL ACAY, o ponto mais elevado da RUTA 40 na Argentina, com 4900m de altitude.

Enfim, uma viagem sensacional que recomendo a todos!

 

 

por Robson Almeida

O ano era 2020. Metade do mês de julho. Eu tinha me programado para sair de férias a bordo da Lady Thatcher (Classic 500 battle green) de Itajaí-SC a Rio Grande-RS. Não seria apenas um deslocamento. Tinha programado várias paradas, visitar cidades que não devem deixar de ser visitadas pelos desbravadores dessas BRs de meu Deus: Canela, Gramado, Urubici, Urupema… Não necessariamente nessa ordem, é claro.

Em março foi decretado o tal do Lockdown, tão esperado para combater a pandemia. Vã crença (deixo claro, sem posicionamento político), como pudemos perceber 14 meses depois. Iria eu deixar de fazer minha viagem então? Claro que isso estava fora de questão. Então, voltamos à fase de planejamento. Litoral paranaense? Fechado! Então vamos para o interior do Paraná. Fechado! Rio Grande do Sul? Muitas cidades em bandeira vermelha (sistema de cores para indicar o grau de risco das cidades na pandemia). Santa Catarina, mesmo com algumas cidades adotando medidas restritivas, me pareceu o melhor destino. Então estava decidido! Itajaí, Brusque, Botuverá, Vidal Ramos, Imbuia, Rio Bonito, Alfredo Wagner, Bom Retiro e Urubici para o primeiro dia de viagem.

Na mochila pouca bagagem. Poucas ferramentas (só o necessário para eventuais furos de pneu) e casacos pois o frio estava latente em julho. Tenho facilidade pra compreender os fenômenos meteorológicos e para saber quando virão (não somente olhar a previsão no tio Google), então, eu sabia que iria enfrentar um frio daqueles em Urubici. Sem problemas! Hostel reservado, cantil com água, outro com Rum e um par de luvas comprado após acreditar no vendedor que era para frio intenso! #SQN.

15 de julho.

SC-486, Brusque… trânsito! Café pequeno para mim e para a Lady Thatcher. A moto tem a malemolência de uma moto pequena e leve (mesmo batendo 200kg) e tirei de letra pequenos congestionamentos só com o gingado da Classic. Não me entendam mal: conheço engarrafamentos de grandes metrópoles e reconheço que aquele congestionamento (chego a desdenhar chamando apenas de retenção) não chega aos pés do que o leitor encontra na sua megalópole. Mas é o que temos (e que bom!) para a região do Vale do Itajaí.

Logo Brusque ficou para trás e eu já estava em Botuverá. Cidade charmosa, pacata, limpa e acolhedora. Padrão na nossa região. Segui na, por enquanto asfaltada, SC-486 quando, ao passar da entrada das grutas de Botuverá, o asfalto deu lugar a uma estrada de chão batido.

Ótimo!

Estava mesmo precisando de uma aventura. Minha experiência em moto naquele dia somava 9 meses! O mesmo intervalo de tempo que estava com Lady Thatcher, minha primeira moto. E no barro, acho que deveria ter uns 40km, arredondando pra cima e trazendo farinha pro meu bolo. Uma bela vista! A rodovia subia e descia a serra. Trechos estreitos, pequenas casas com cercados singelos, cachorros latindo, às vezes avistava um córrego… Eu e a moto. Ela, calçada com os pneus originais projetados para asfalto e eu já me achando o vencedor do Cerapió.

Precisamos descer do nosso pedestal e com humildade enfrentar o primeiro desafio.

Sabe aquelas pedras brita? Algumas maiores revestiam toda a estrada já próximo de umas fábricas de cimento que tinham por lá. Entendi o que aconteceu: puseram pedras em quase 15km da estrada, para que, com o trânsito de caminhões (já intenso naquela área) elas fossem esmagadas e prensadas, deixando a estrada um brinco! Só que tinham acabado de colocar. Pedras soltas e pontudas. Caminhões passando na estreita estradinha. Poeira. Moto sem controle.

Sorte de principiante e só saí de lá com uma pedrada na viseira! O caminhão passou e com a velocidade o pneu arremessou uma pedra no meu capacete. Se fosse o aberto, teria arrebentado o nariz, tanto pela velocidade do impacto como pelo formato irregular do projétil.

Passado o trecho crítico, com o sangue mais fino, a alma batizada, o espírito mais forte e a cueca fre… (Pula essa! kkkkkkk) peguei belo de um asfalto e parei pra foto em um mirante em Vidal Ramos. Dali em diante, foi só alegria e vida mansa! Asfalto bom, curvas suaves, plantações, céu azul, tempo frio. Poucas paradas para abastecer e tomar café.

Chego no hostel em Urubici, deixo os alforges e tomo o rumo do Morro do Campeche para apreciar o crepúsculo. Compro um lanche, uma garrafa de CAMPO LARGO, acendo meu cachimbo e começo a rir da loucura das pedras soltas.

A anfitriã me deu cinco cobertores! Acendeu o forno a lenha e na metade do CAMPO LARGO, olho para o telefone e vejo: 20h45, Urubici 4ºC.

Fui lá fora sentir na pele e além de ver o céu completamente estrelado, constatei que o celular estava quebrado. Meu termômetro biológico indicava 2ºC com baixa umidade do ar, daquela que vc ri e o lábio sangra.

Depois voltei pra dormir.

Logo postarei a segunda parte!

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Lady Thatcher agora tem um canal!
Nos acompanhe! O canal é novo e estamos aprendendo as técnicas ainda.
https://youtube.com/channel/UCOs1UQK8H708dsmDZN-IQGg

Iniciada em São Paulo pelo Carlão Azeitona em 2019, a Ação Social 3456 tem objetivo de reunir os participantes e apoiar instituições e entidades de assistência comunitária. O nome 3456 reflete as cilindradas dos modelos Royal Enfield (350, 411, 500 e 650).

O calendário planejado é de 4 eventos por ano. Desde seu início em 2019 já foram realizadas várias edições, levando alimentos e apoio para quem precisa!

Não fique fora da próxima! Participe, é super-fácil! Fique ligado na programação pelo instagram do Royal Riders SP, ou entre em contato com royalriderssp@gmail.com

No vídeo abaixo, Carlão explica tudo sobre a Ação Social 3456!